Crise na Venezuela em 2026: entenda os motivos e consequências da invasão pelos EUA

Da dependência do petróleo à intervenção militar, saiba como a crise econômica e as disputas geopolíticas levaram ao colapso da Venezuela em 2026

A Venezuela viveu no início de 2026 um dos capítulos mais dramáticos de sua história contemporânea. Em janeiro, o cenário de instabilidade culminou na intervenção militar dos Estados Unidos, a “Operação Absolute Resolve”, que resultou na captura de Nicolás Maduro. Para compreender como chegamos a este ponto, é fundamental analisar as raízes econômicas e as tensões geopolíticas que transformaram o país vizinho no centro das atenções mundiais.

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O assunto é complexo, envolve questões humanitárias e soberania nacional, e tem presença garantida nos principais vestibulares e no Enem. Por isso, a equipe do Colégio Sigma preparou um guia para ajudar você a entender as origens e as consequências desse conflito.

O colapso econômico 

A crise venezuelana não surgiu de um dia para o outro. Ela é fruto de um modelo econômico extremamente dependente do petróleo, o que os especialistas chamam de “Doença Holandesa”. Durante anos, a exportação do combustível financiou o país, mas a falta de diversificação na indústria e investimentos precários na estatal PDVSA tornaram a economia vulnerável.

Com a queda nos preços internacionais e falhas graves de gestão sob o governo de Nicolás Maduro, o país mergulhou em uma hiperinflação histórica. A escassez de alimentos e remédios forçou milhões de pessoas a buscarem refúgio em outros países, gerando uma das maiores crises migratórias do século 21.

A intervenção de 2026 e a “Doutrina Monroe”

A ação militar norte-americana em janeiro de 2026 foi justificada por Washington como uma medida de segurança hemisférica. Três pilares sustentaram a narrativa da intervenção:

  • Combate ao Narcoterrorismo: Alegações de que o governo venezuelano utilizava a estrutura estatal para favorecer o tráfico internacional.
  • Geopolítica Regional: A aplicação da Doutrina Monroe (“A América para os americanos”), visando reduzir a influência de potências como Rússia e China na América Latina.
  • Estado Falido: O argumento de que a Venezuela perdeu a capacidade de garantir a ordem e os direitos básicos de seus cidadãos.

Impactos no Brasil e a transição política

Como país vizinho, o Brasil sente os reflexos diretos dessa crise, especialmente na fronteira em Roraima. O fluxo de refugiados e a necessidade de ajuda humanitária exigem uma postura vigilante e acolhedora da diplomacia brasileira.

Atualmente, com a posse de Delcy Rodríguez como chefe interina, a Venezuela vive um período de incerteza sob tutela internacional. O desafio agora é a reconstrução das instituições democráticas e a estabilização de uma economia devastada por anos de sanções e má gestão.

Por que estudar este tema para o Vestibular?

A equipe pedagógica do Sigma destaca que este tema permite abordar diversas áreas do conhecimento:

  1. Geopolítica: o conceito de soberania versus intervenção humanitária.
  2. Economia: os riscos da dependência de uma única commodity (petróleo).
  3. História: a evolução dos regimes políticos na América Latina e o papel das potências externas.
  4. Atualidades: o impacto dos fluxos migratórios na organização das cidades e na economia regional.

Dica do Sigma: Fique atento aos termos “Estado Falido” e “Doutrina Monroe”. Eles são conceitos-chave que costumam aparecer nas questões de Ciências Humanas para explicar conflitos desta magnitude.

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